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Num esquema de flechas, a leitura é direta:
o domínio é o conjunto dos elementos de onde parte flecha;
a imagem é o conjunto dos elementos onde chega flecha.
Como todos os esquemas aqui já são funções, o domínio coincide com o conjunto de partida inteiro — ninguém fica sem flecha. A graça está na imagem, que em geral é menor que o conjunto de chegada.
a) A função
. As flechas são
,
e
.
![]()
Repara que o elemento
do conjunto de chegada não recebeu flecha nenhuma — e isso é permitido. Ele fica de fora da imagem.
b) A função
. As flechas são
,
,
e
.
![]()
Aqui quatro elementos partem, mas só dois chegam: o
recebe duas flechas e o
também. Elemento de chegada receber várias flechas é permitido — o que a definição proíbe é elemento de partida soltar várias.
Note ainda que o
do conjunto de chegada ficou sem receber nada, então não entra na imagem.
c) A função
. O caso extremo: as três flechas apontam para o mesmo lugar,
,
e
.
![]()
É uma função constante, e a imagem tem um elemento só. Compare com o item d) do exercício 142, que tinha exatamente essa cara.
d) A função
. As flechas são
,
,
e
.
![]()
Aqui cada flecha vai para um destino diferente, então a imagem tem quatro elementos, o mesmo tamanho do domínio. Sobrou de fora apenas o
do conjunto de chegada.
O padrão que vale a pena guardar. A imagem nunca é maior que o domínio — no máximo empata, quando cada elemento vai para um destino distinto, como em d). Ela encolhe sempre que dois elementos compartilham a mesma imagem, como no b) e, de forma máxima, no c).
Essa comparação entre tamanho do domínio e da imagem ganha nome próprio no capítulo X: função que não repete imagem é injetora, e função cuja imagem cobre todo o contradomínio é sobrejetora. Das quatro aqui, só a
é injetora, e nenhuma é sobrejetora.
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