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Enunciado. Prove por indução finita que
, para todo
.
1ª etapa — a base. O enunciado diz
, então começamos em
:
![]()
Verdadeira.
2ª etapa — hipótese de indução. Admitimos que
e queremos provar que
.
O passo. Escrevemos a potência nova em função da anterior e aplicamos a hipótese:
![]()
Falta ligar
com
. Como
e, para
, temos
:
![]()
Juntando as duas:
![]()
O caso
, que precisa de atenção. A passagem
exige
, então ela não cobre a passagem de
para
. Verificamos essa à mão:
![]()
Com isso a cadeia fica completa desde o início, e a desigualdade vale para todo
. ![]()
Esse cuidado com o primeiro passo não é preciosismo. É comum uma passagem algébrica do passo indutivo exigir uma condição (aqui,
) que a base não satisfaz. Quando isso acontece, ou se verifica o caso extra na mão, como fizemos, ou a prova fica com um buraco.
Conferência:
;
;
. A distância entre os dois lados cresce muito rápido — é o crescimento exponencial deixando o linear para trás.
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