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Esse exercício é o mais instrutivo do trio, porque mistura os dois tipos: um conjunto discreto e um contínuo.
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a)
. A primeira coordenada só pode assumir quatro valores: 1, 2, 3 ou 4. Já a segunda pode ser qualquer real entre 1 e 4. Fixando
, os pares
com
percorrendo todo o intervalo formam um segmento vertical. O mesmo em
,
e
.
Resultado: quatro segmentos verticais, e nada entre eles. Não é uma região cheia, porque
não pode valer
.
b)
. Agora inverte:
é livre no intervalo e
só assume os quatro valores inteiros. Cada
fixo gera um segmento horizontal.
c)
. A união junta os dois desenhos, e o resultado é uma grade — quatro verticais cruzando quatro horizontais. Os 16 pontos de cruzamento são justamente os pares de
, os únicos que pertencem aos dois produtos ao mesmo tempo.
A lição que fica: quem determina a "espessura" do desenho é a natureza do conjunto. Fator discreto vira linha isolada; fator contínuo vira varredura. Dois contínuos dariam uma região cheia, como no exercício anterior; dois discretos dariam pontos soltos, como no 119.
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