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Esta é uma função definida por duas sentenças: a regra usada depende de que tipo de número entrou.
![Rendered by QuickLaTeX.com \[f(x) = \begin{cases} 1, & \text{se } x \in \mathbb{Q} \\ x + 1, & \text{se } x \notin \mathbb{Q} \end{cases}\]](https://estudoemserie.com.br/wp-content/ql-cache/quicklatex.com-9fe69e85665e9f765c1c738d8e3ba86f_l3.png)
Então, antes de qualquer conta, a pergunta é sempre a mesma: esse número é racional ou irracional? Quem erra aqui, erra por classificar mal — não por errar a aritmética.
a)
. O 3 é inteiro, logo racional (
). Primeira sentença:
.
b)
. É uma fração de inteiros, portanto racional — o sinal negativo não muda isso.
.
c)
. O
é o irracional clássico. Segunda sentença:
![]()
d)
— a pegadinha do exercício.
Ter raiz na expressão não faz o número ser irracional. Aqui a raiz é exata:
![]()
E 2 é racional. Então vale a primeira sentença:
.
Compare com o item c):
e
parecem irmãos na escrita, mas caem em sentenças diferentes. Sempre simplifique antes de decidir.
e)
. O
é irracional, e irracional menos racional continua irracional. Segunda sentença:
![]()
f)
. Decimal exato é sempre racional:
. Logo
.
Uma observação para fechar: essa função é um exemplo célebre justamente por ser impossível de desenhar direito. Entre dois racionais quaisquer há infinitos irracionais e vice-versa, então o gráfico "salta" o tempo todo. Ainda assim ela é uma função legítima — cada
tem uma e só uma imagem.
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